Imagem ilustrativa representa a perfuração do poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial brasileira, em águas profundas do litoral do Amapá.
Imagem ilustrativa representa a perfuração do poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial brasileira, em águas profundas do litoral do Amapá. Crédito: imagem gerada por inteligência artificial/FFN.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o navio-sonda NS-42, utilizado pela Petrobras na perfuração do poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59. Durante a agenda, realizada em Oiapoque-AP, o governo federal e a estatal destacaram a presença de petróleo identificada no poço e defenderam o potencial econômico da Margem Equatorial.

O Morpho está a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, sob lâmina d’água de aproximadamente 2,9 mil metros. A Petrobras informou que os indícios foram identificados por perfis elétricos e amostras de rocha, mas a perfuração e as análises ainda precisam ser concluídas. Somente etapas posteriores poderão indicar o volume recuperável e a viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção.

Lula apresentou o petróleo como possível fonte de desenvolvimento, arrecadação e segurança energética, ao mesmo tempo que afirmou que a exploração não elimina o compromisso com a transição energética. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou otimismo com os resultados, mas reconheceu que ainda não é possível estimar a quantidade de óleo existente.

Imagem: presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita ao navio-sonda da Petrobras, na região de Oiapoque. Foto: reprodução do perfil de Lula no X.

O outro lado do debate envolve o risco ambiental em uma área de manguezais, unidades de conservação e territórios utilizados por comunidades indígenas e pesqueiras. O Ibama condiciona cada nova perfuração a licenciamento específico e ainda não autorizou três poços adicionais pretendidos pela Petrobras. A estatal afirma contar com tecnologia, estruturas de resposta e monitoramento para reduzir riscos; ambientalistas, pesquisadores e comunidades atingidas cobram cautela, transparência e participação social.

A pauta é estratégica para o Amapá porque combina expectativa de investimentos e receitas com possíveis efeitos sobre ecossistemas costeiros e modos de vida tradicionais.

By FFN

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