Imagem: Renan Santos durante evento em Brasília. Foto: Adriano Machado/Reuters, publicada pela Folha de S.Paulo.

O Ministério Público Federal no Pará ajuizou ação civil pública contra Renan Antônio Ferreira dos Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, e contra a entidade Movimento Renovação Liberal, responsável pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O órgão sustenta que vídeos publicados nas redes sociais continham declarações discriminatórias contra 14 etnias indígenas do Baixo Tapajós.

As publicações questionadas foram feitas no contexto dos protestos iniciados em janeiro no terminal da Cargill, em Santarém. Na ocasião, lideranças indígenas se mobilizaram contra medidas de desestatização das hidrovias amazônicas. Segundo o MPF, os conteúdos teriam deslegitimado a identidade étnica dos manifestantes e ultrapassado os limites da crítica política.

Na ação, o MPF pede a exclusão dos vídeos, retratação pública, produção periódica de conteúdo educativo e indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Caso a Justiça acolha o pedido, o valor deverá ser destinado ao Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns para projetos culturais e de defesa territorial. O órgão também solicita multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento de eventual decisão liminar.

Renan Santos rejeitou a acusação de preconceito e afirmou que suas críticas foram dirigidas à ocupação do terminal e aos impactos do protesto sobre caminhoneiros e o escoamento de grãos. Em manifestação divulgada pelo partido, o Missão declarou respeitar os povos indígenas, mas classificou a ação como tentativa de censura e sustentou que grupos e movimentos estão sujeitos a críticas.

By FFN

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