Na manhã desta terça-feira (8), primeiro dia da Cúpula da Amazônia, na travessa Perebebuí, ao lado do Bosque Rodrigues Alves, em Belém capital do Pará, a Marcha dos Povos da Terra pela Amazônia reuniu vários manifestantes, dentre eles, pessoas representando entidades dos movimentos sindical e sociais, além de acadêmicos, pesquisadores, indígenas, representantes dos governos estadual e municipal e outros defensores da Amazônia e da soberania de seus povos.

Desde a última sexta-feira (4) estas entidades estão reunidas para participar do evento Diálogos Amazônicos, o ciclo de debates que discutiu os diversos temas que envolvem a reconstrução de políticas públicas para a região, onde contemplaram pautas como o a transição energética e o desenvolvimento sustentável, a proteção ao meio ambiente, o papel da agricultura familiar na região, a responsabilidade do sistema financeiro no meio ambiente, entre outros. E os resultados, apontamentos, conclusões e reivindicações que surgiram do ciclo de debates farão parte do documento a ser entregue aos líderes dos governos que estarão na Cúpula.


Manifestação que estava prevista, acabou numa caminhada e encerrou oficialmente o ciclo de debates, e de onde saiu a Comissão que entregará o documento final com os apontamentos dos debates aos líderes de Estados reunidos na Cúpula da Amazônia onde participam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes dos demais países da pan-amazônia – Bolívia, Colômbia, Guiana, Peru, Venezuela, Equador e Suriname, de onde resultará a Carta de Belém, que estipulará compromissos socioambientais para os Estados-membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

